Ansiedade feat. Matheus Silva

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Hoje eu vou falar de um assunto delicado e que a cada dia que passa temos mais casos.

Vocês sabem o que é SPA?

SPA significa: Síndrome do Pensamento Acelerado e ultimamente eu estou passando por isso. Quando tenho algum estresse ou medo essa maldita ataca, começo a ficar com a respiração ofegante, as mãos ficam dormentes, não sinto mais as pernas e a pressão arterial vai a alturas. Fui ao médico ontem e ele passou apenas um calmante e logo após o término do uso dos remédios, terei que voltar para uma nova consulta. Eu quero falar a vocês que estão passando por isso ou algo do tipo, que não é o fim do mundo, vocês vão ficar bem (soa meio clichê) mas é verdade, eu estou melhorando aos poucos e vocês também vão.

Lerão bem? Meu amigo trouxe verdades e eu irei complementar!

A ansiedade faz parte da minha vida e SPA também -porém não comento com ninguém. E imagino que faz parte da vida de muitos daqui, porém, não conhecem o nome exato para aquela voz que fica falando toda hora “Não”, “Sim”, “Pode”, “Não pode”.

AUTO CONTROLE é difícil conquistar por isso, procure algum especialista para descobrir o que vai ser melhor pra você! Caso tenha vergonha (muitos têm), tente conversar sempre com amigos próximos sobre, provavelmente seu amigo(a) já passou por algo parecido e pode te ajudar, ou vocês podem conversar sobre e tentar chegar a uma conclusão: “como conseguiremos vencer a ansiedade?”.

Para terminar indico a vocês o livro Ansiedade de Augusto Cury, ele é uma das minhas leituras atuais e espero que vocês gostem!

Baixe aqui

feat. Boss Kingdom

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Sobre fotos

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http://retratografia.tumblr.com

Estava vendo o meu feed, e tem tantas fotos que não transmitem o que eu estava realmente sentindo naquele momento…

E qual é o sentido de continuar publicando essas fotos?

As fotos são tiradas para registrar momentos, principalmente momentos felizes, por qual motivo continuar publicando fotos com um sorriso falso? Apenas para não perder seguidores? Não, não sou mais assim e queria muito compartilhar com vocês.

Carrego comigo a “responsabilidade” de publicar fotos bem planejadas, para influenciar meus seguidores e para passar uma visão legal de mim, porém, perceberam que essa pessoa não sou eu? Já tentei ser assim e isso não combina com a minha pessoa, com a minha alma. Maas, estamos em um mundo em que as fotos nas redes sociais são importantíssimas. Elas precisam estar perfeitas, você precisa estar perfeito, o lugar… a câmera precisa ser perfeita! E isso me incomoda e sei que também lhe incomoda.

Algumas fotos nos faz querer ter o que tem nela (objetos, acessórios), outras nos faz sentir mal pelo fato de não sermos como aquela pessoa (beleza em geral) e claro, tem aquelas que nos faz querer viver um momento parecido com o que a pessoa da foto viveu. Mas e o que tem atrás das fotos, você sabe? Sabe o que a pessoa teve que fazer para tirá-la? Sabe se aquele sorriso é realmente verdadeiro? Pense.

Não sei vocês, mas a partir de hoje irei publicar fotos realísticas, fotos verdadeiras!

Cansei de ser escrava das redes sociais.

   …e você?

Conto: A Janta

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Foto Representativa – Pinterest

Sozinha naquela noite escura e sombria, após cometer supostamente um assassinato, não tinha para onde ir.

Meu rosto manchado de rímel e minhas mãos sujas de sangue. Onde poderia me lavar antes de alguém me ver daquele jeito? Olho para os lados, respiração ofegante, não havia nenhuma casa naquela rua. As luzes dos postes piscavam como uma discoteca -ou melhor, como um filme de terror- e apenas um poste estava em perfeitas condições, da casa do Sr. Olliver, no final da rua.

Sr. Olliver era um bom homem, porém, após sua mulher falecer na lagoa de sua casa nunca mais foi visto nas ruas, e agora é conhecido como o assassino de Dona Rosa.

Não havia saída. Na rua do lado estava acontecendo uma festa e na rua de trás deixei ali, meu namorado esfaqueado. E não foi por querer, apenas impulso, digamos, por amor. Estávamos indo para a festa da rua do lado e Luis Fernando queria terminar comigo. Revoltada, não aceitei e brinquei pegando uma faca no porta objetos do carro,  ameaçando que me mataria se eu precisasse terminar com ele. O carro em movimento, a faca em minhas mãos, Luis se assustou com um esquilo no meio da estrada, virou bruscamente o carro e fui jogada para o seu lado acertando a sua barriga com a faca. E por mera coincidência, Luis tinha um machucado quase cicatrizado no mesmo local. Fiquei em choque e logo sai daquele lugar em busca de uma água para limpar todo aquele sangue em minhas mãos.

A casa do Sr. Olliver foi o que me restou. Entrei sem fazer barulho, -apesar da casa parecer estar sem ninguém-, fui em direção a famosa lagoa que foi morta Dona Rosa e ao chegar à beira da lagoa, acabei escorregando naquela grama encharcada com barro. Mas por que estava molhada? A lagoa não chegava a transbordar e não havia ninguém ali… até eu me virar, e encontrar Sr. Olliver me olhando.

Seus olhos estavam diferentes, parecia não tê-los. Assustada e sem entender perguntei ao Sr. Olliver se estava tudo bem, e ele disse com aquela voz baixa e rouca :

_ Rosa estava à sua espera, querida.

_  À minha espera? Como assim Sr. Olliver, Dona Rosa faleceu faz anos! -disse indignada.

_ Sim, à sua espera. Lembra daquele dia que falou que ia nos visitar para pescar um peixe para preparar a janta? E mudou de ideia quando descobriu que Rosa mexia com feitiços?

_ Sim, me lembro Sr. Olliver, foi um desrespeito expressar daquela forma que não gostava de feitiçarias, mas, já pedi desculpas!

_ Mas não pediu desculpas à Rosa.

Após escutar aquela frase perturbadora, escorreguei novamente e caí dentro da lagoa que era mais rasa do que imaginei. E Sr. Olliver fala feito psicopata:

_ Prepare a janta para Rosa, querida.

E fui puxada para o fundo. Por quem? Também não sei.

Mas é melhor eu ir preparando a janta.

 

 

Espero que tenham gostado dessa loucura pois é o primeiro conto de suspense que escrevo. Ainda tenho muito o que aprender!

O que será do mundo?

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Quantas vezes me questionei do que vai ser de nós no futuro?

Livros existirão? Amizade continuará tendo o mesmo significado? Relacionamentos virarão namoro virtual? As pessoas deixarão de curtir a vida pra curtir fotos em redes sociais? As crianças vão continuar brincando nas ruas? As árvores continuarão verdes?

Não sei, não coloco muita fé no mundo… Mas sinto que tem um pouquinho de esperança sobrando aqui, tipo aquele resto de bolo de aniversário de semanas passadas guardado no fundo da geladeira numa vasilha que não faz falta, sabe?

Sinto medo, ansiedade… quantos sonhos construí e que não serão realizados? É mesmo bem triste pensar no futuro, e lembro que quando criança era louca pra quando crescer poder voar em uma nave espacial. Hoje prefiro andar -apesar de odiar-, prefiro sentir os lugares e fazer meu clipe ou até mesmo montar uma história olhando para as paisagens. E quantas pessoas perderam essa vontade? E quantas pessoas vão querer a praticidade de se teletransportar facilmente de um lugar a outro? Sem nenhum obstáculo, sem nenhum estresse?

As pessoas vão sair de casa? Pois tudo estará nas pontas das nossas mãos, pra que sair? Ensino fundamental online para crianças? Onde já se viu isso?!

Que a vontade de viver, sentir, fazer e presenciar continue em nossos corações por anos e anos, não quero ver o mundo como minha mente teme…

 

O que resta dizer é: desculpa

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Aquela nossa foto colada na porta da geladeira me fez pensar tanto…

E o que eu posso dizer a você? As palavras que saem da minha boca nem sempre são perfeitas para serem ditas a ti, por isso, o que resta dizer é: desculpa.

Desculpa se não sou como você imaginava.

Desculpa se meu jeito não é perfeito.

Desculpa se minhas atitudes sempre são precipitadas.

Desculpa se um dia eu fiz algo de errado.

Desculpa não estar sempre ao seu lado..

Entendo se não me desculpar, sou uma pessoa terrível e estou ciente disso. Porém eu não tenho culpa de ser quem sou – na verdade tenho sim-, mas é difícil!! Difícil ter que aturar minha cabeça falando todos os segundos, difícil ter que aturar essa sociedade que julga coisas que nem se quer sabem a verdade, difícil não conseguir sempre te agradar.

Mas tudo bem, talvez você não importe com tudo isso que falei, quem sabe você é aquele tipo de pessoa que aceita os outros como eles são?! Sonho em encontrar alguém assim e espero já ter encontrado.

 

E por último, desculpa se não te conheço totalmente

A última brincadeira de infância

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Um dia eu vivi a última brincadeira de infância e nem percebi, assim como você.

Talvez não achem tão importante, mas para mim seria muito especial ter sentido que aquela seria minha última brincadeira da infância. Na verdade não sei, sou uma pessoa brincalhona e continuo brincando todos os dias, claro que não é como antes. As bonecas se transformaram em maquiagem -sim, brinco de testar maquiagem atoa-, as panelinhas se transformaram em panelas de verdade – e eu adoro cozinhar coisas novas-, e as tintas e massinhas se transformaram em arte para mim, me divirto pintando e mexendo com biscuit.

Lembro que fui uma garota que se divertia bastante, descontrolada e quieta ao mesmo tempo. Brincava com tudo e todos. Amava recortar revistas e colar nos meus cadernos, ou só pra recortar mesmo. Minha mãe odiava quando eu inventava a moda de criar caixinhas e plaquinhas pra colocar na porta do quarto -pra avisar que queria paz.

Comecei a odiar algumas brincadeiras, brincar menos… pedi para meus pais me darem um celular e foi assim que tudo começou a mudar. Minhas amigas e primas começaram a conversar sobre os meninos da escola, as modinhas chegaram, menstruação e PAH! Infância? Eu já estava na pré-adolescência e eu amava isso! Até a minha cabeça mudar -pra falar a verdade- e odiar o fato de ter que menstruar todo mês e não ter mais a mesma visão do mundo do que antes.

Lembro das brincadeiras da minha infância para não ficar com esse aperto no coração, por saber que isso nunca mais vai voltar…

Coletivo Feminista

Eu já pensava em criar um coletivo esse ano, mal sabia que seria feminista! E eu estou tão feliz por ter tido essa iniciativa, que vim compartilhar com vocês:

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Girls Can foi lançado oficialmente dia 13/10 e já tem uma equipe mara de mulheres incríveis e que vão me ajudar a unir essa mulherada de Sarzedo e região!!

O que é um Coletivo feminista?

Um coletivo feminista é uma organização de mulheres feministas que pensam em ações para impactar a sociedade ou, ajudar as outras mulheres. Também é um espaço de conversa que acaba virando um espaço de terapia, no sentido de desconstruir o machismo diário e de construir um empoderamento.

Qual o objetivo do coletivo?

O coletivo tem como objetivo unir as mulheres da cidade, para debatermos assuntos relacionados a vida da mulher, compartilharmos experiência, fazer amizades, realizar atividades lúdicas e claro, promover o empoderamento!

Qual é a importância do coletivo?

“A troca de experiências e a empatia que rola dentro dos coletivos faz com que cada participante se sinta amparada e empoderada” – Luisa Scherer

Como se iniciará?

Eu estou criando uma pesquisa para ter ideia do conhecimento dessa mulherada e após ter as respostas das perguntas iniciaremos oficialmente as reuniões.

Todas as mulheres poderão participar?

Sim sim! A organização seria apenas para estudantes, porém, o interesse de outras mulheres de fora foi “grande” que decidimos expandir para as mulheres da cidade e região. Enfim, desde que seja da região e tenha interesse, é bem vinda.

Como serão as reuniões?

As reuniões serão feitas nos locais que o grupo decidir. E nelas serão realizadas atividades, debates como “O que é feminismo?”, “Cultura Machista”, “Assédio na escola” e também ocorrerá confecções de cartazes/textos.

O coletivo contém regras?

Há apenas uma regra no coletivo: o que acontece nas reuniões, fica nas reuniões. Conversaremos sobre assuntos delicados e pessoais, e assim como você, ninguém iria gostar de ter alguma informação vazada, não é mesmo? Então, bico calado!

 

Bom, espero que tenham entendido sobre o coletivo!!

Nossa meta é que muitas mulheres participem e se unem a partir da nossa organização, que tal nos ajudar divulgando? Ficaremos agradecidas ❤

 

Instagram: @girlscancoletivo Facebook: Coletivo Feminista – Girls Can